sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Imagine se fosse José Sócrates

QUINTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2010
por Daniel Oliveira

Imagine que um homem próximo de José Sócrates estava envolvido na gestão criminosa de um banco e que isso custava cinco mil milhões ao Estado. Imagine que um outro homem ainda mais próximo de Sócrates (Armando Vara, por exemplo) também estava envolvido no caso. E que Sócrates, como primeiro-ministro, vinha a publicamente defender a sua permanência num cargo político.

Imagine que se suspeitava que o banco em causa, quase exclusivamente composto por pessoas do círculo político próximo de José Sócrates, tinha contribuído financeiramente para a sua campanha anterior. Imagine que Sócrates e familiares seus tinham comprado acções desse grupo financeiro e vendido a tempo. Imagine que, sabendo-se tudo isto, Sócrates apoiava a nacionalização dos prejuízos deste banco. E imagine que essa nacionalização ajudaria a explicar a situação calamitosa do país.

Imagina o que se escreveria sobre o assunto? A quantidade de vezes que o primeiro-ministro teria de explicar as suas ligações ao banco? Os esclarecimentos que teria de dar? As declarações que teria de fazer ao País? Como tudo seria investigado até ao mais ínfimo pormenor? Como todos os documentos seriam vasculhados? Não foi assim nos casos da licenciatura, das casas projectadas, da Face Oculta, do Freeport, da TVI? E muito bem.

Não se percebe porque é que, num caso muitíssimo mais grave nas suas consequências para o país, parece dispensar-se qualquer tipo de vigilâcia democrática quando a pessoa que está em causa é, em vez do primeiro-ministro, o Presidente da República.

Publicado no Expresso Online


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Palavras de optimismo e esperança

Retirei de um livro digital brasileiro grátis estas magnííficas palavras, transbordantes de sapiência, que aqui semeio. Reguem-nas bem regadas, dêem-lhes adubos de carinho, acompanhem o crescimento delas e verão, nas vossas vidas, os frutos maduros e saborosos que elas vos darão

"Optimismo
OLHA no teu jardim as rosas entreabertas,
e nunca as pétalas caídas;
OBSERVA em teu caminho a distância
vencida e nunca o que falte ainda;
GUARDA do teu olhar os brilhos de alegria
e nunca as névoas de tristezas;
RETÉM da tua voz gagalhadas e
canções e nunca os teus gemidos;
CONSERVA em teus ouvidos as palavras
de amor e nunca as de ódio;
GRAVA em tua pupila o nascer das
auroras e nunca os teus poentes;
CONSERVA no teu rosto as linhas do sorriso
e nunca os sulcos do teu pranto;
CONTA aos homens o azul das tuas primaveras
e nunca as tempestades do verão;
GUARDA da tua face apenas as
carícias, esquece as bofetadas;
CONSERVA de teus pés os passos rectos
e puros, esquece os transviados;
GUARDA de tuas mãos as flores que ofereceram,
esquece os espinhos que ficaram;
De teus lábios CONSERVA as mensagens
bondosas, esquece as maldições;
RELEMBRA com prazer as tuas escaladas,
esquece o prazer fútil das descidas;
RELEMBRA os dias em que fostes água limpa,
esquece as horas em que foste brejo;
CONTA e mostra as medalhas das tuas vitórias,
esquece as cicatrizes das derrotas;
OLHA de frente o sol que existe em tua vida,"

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

semear palavras

Semear palavras é o título que decidi atribuir a este blog, porque os meus celeiros estão cheios de verbos, frases e pensamentos em todos os géneros. Assim, chegou o tempo de os esvaziar ofertando aos que me lêem o que de mais profundo me vai na alma. Como uma panela à pressão, efeverescente, o meu espirito ferve de mil e uma ideias. Como não posso armazená-las por mais tempo, porque o odre já está cheio, entendi partilhá-las com aqueles que comigo se identificam.